sábado, 6 de abril de 2013

3) Eu Sou o Bom Pastor -- b)"O ungido"

Textos-base: "O espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos[...]; Porém vós sereis chamados sacerdotes do Senhor, e vos chamarão ministros do vosso Deus[...]"   Isaías 61:1a;6a


                          Por inúmeras vezes ouvi este ensino nos templos evangélicos: "o pastor é o ungido do Senhor....", como argumento para diversos fins. Principalmente para impedir qualquer questionamento quanto à "autoridade" do mesmo sobre as vidas dos membros da denominação. 



                              O termo "o ungido", na Escritura, se refere basicamente um tipo de pessoa: um rei! Davi, ungido por Samuel, se referia a Saul, outro rei, como o ungido do Senhor. Pedro, referiu-se ao Rei Jesus como o ungido, fazendo referência às Escrituras. Em Lucas, cap 4, O próprio Jesus, ao entrar na sinagoga em Nazaré, leu a profecia de Isaías a seu respeito: "O Espírito do Senhor Deus está sobre mim... me ungiu para pregar o evangelho." As falas do profeta se referiam ao Rei dos reis! Ele, Jesus, foi ungido! Tanto é que, ele se assentou e disse: "Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos". 
                              Amados, esta mesma unção que o Espírito derramou sobre Ele para pregar Boas Novas aos quebrantados, derramou sobre cada um de nós! Estou errado? Ele não nos chamou para reinarmos com Ele? Jesus não nos deixou obras (missões) ainda maiores para se fazer? Não nos deixou Ele outro Consolador, o próprio Espírito Santo? Este, por sua vez, não é o mesmo que o ungiu também? 
                           Se a sua resposta para essas perguntas for um SIM, então há de se concordar que ser um "ungido do Senhor", não é privilégio daqueles que se põem como sacerdotes levíticos sobre a vida dos membros da denominação. Ungidos para a missão de pregar e pastorear os discípulos, todos nós fomos. Não há uma "unção especial" sobre quem é "ordenado" pastor. A unção é sobre a Igreja!! 

                       

                         Será que, mais uma vez, voltamos ao assunto da responsabilidade de toda a igreja depositada sobre apenas a casta clerical (só porque fizeram seminário e foram ordenados sacerdotes pela religião)? Ora, a quem Pedro chama de sacerdócio santo, em sua primeira epístola? Exclusividade dos pastores evangélicos? Qual seria a intenção da religião em ensinar tão sutil distorção?


terça-feira, 2 de abril de 2013

3) Eu Sou o Bom Pastor -- a)"Eu sou pastor"

Texto-base: "Eu sou o bom Pastor. O bom Pastor dá a vida pelas ovelhas." João 10:11


                        Estava pensando sobre a diferença entre chefe e líder. Parecem sinônimos, mas não são. 
                        O chefe é aquele que recebe esse encargo: chefiar. Ele é alguém que está acima dos chefiados, dá ordens que devem ser obedecidas, caso contrário, perde-se o emprego. O chefe normalmente é evitado. Quando aparece, causa incômodo nos empregados. Exige coisas que ele mesmo não faz. Quer aparecer para o superior dele e, normalmente quando a crise aperta, exime-se da responsabilidade, culpando alguém que está abaixo dele pelo problema. 
                         O líder, por outro lado, é aquele que cativa os demais integrantes de um grupo. Ele não se põe acima dos liderados, mas ao lado. Muitas vezes, abaixo. Não precisa dar ordens, pois os liderados o imitam. Está sempre a frente dos problemas, nunca se omite. Assume suas responsabilidades diante do grupo. Sua presença traz segurança e é querido pelos liderados. 
                          Outra diferença a se pensar é entre cargo e função. Cargo é a posição que se ocupa em uma organização. Função é aquilo que se exerce.                         
                         Essa é basicamente a diferença entre o cargo de pastor e a função de pastor. A religião protestante criou um cargo sacerdotal e o denominou "pastor". Assim como a religião católica criou o cargo sacerdotal "padre". Esse cargo tem a posição de chefe da paróquia ou denominação à qual é distribuído, pela organização religiosa. Alguns desses que recebem cargos eclesiásticos, de fato realizam as funções que se consideram inerentes a esses cargos. Conheci diversos pastores evangélicos e alguns padres católicos (porque conheço poucos mesmo) que, de fato se põe como líderes, servos de seus irmãos. 
                         Em compensação, muitos que conheci, e ouvi falar, almejaram apenas o cargo, porque a religião de fato dá regalias  a quem ocupa. O cargo dá a chefia. Estou exagerando? A religião chama o ocupante do cargo de pastor de "anjo da igreja", "autoridade sobre as ovelhas", "o ungido", o "porta-voz de Deus", aquele que "traz a mensagem da parte de Deus". Não é verdade? Quem não acaba seduzido por tamanha honra? Identifica-se como sacerdote. Sente-se um sacerdote. Sente-se um "ungido". Como se o canudo e a imposição de mãos o tornassem distinto dos demais irmãos. 
                         Ao contrário da religião, Jesus deu o exemplo do que é ser pastor: sendo Deus, não se colocou como chefe diante dos discípulos. Ele se abaixou ao chão e lhes lavou os pés. Deu sua vida por eles. Ele não tinha o cargo de pastor, pois religião nenhuma lhe "ordenou" pastor. Ele ensinou a lei, no templo, quando ainda era criança, para mostrar que o seminário é meramente acadêmico. Ele recebeu a função, e a exerceu com excelência. A Lei estava em seu coração, e o Pai falava por Seu intermédio. Muitos irmãos que tenho conhecido ao longo da minha caminhada com Cristo, receberam de Deus essa função. Tendo sido "ordenados" ou não pela religião. E para as ovelhas isso é o suficiente: o cargo pode ficar pra religião. A função deve ficar para as ovelhas.

                         E você, amado. Alguém já lhe serviu como pastor? Você tem servido como pastor aos seus discípulos? Ide!